A solitude da mulher de 30 anos

Solitude é uma palavra interessante. E quando a gente tem noção do seu significado e da sua importância para a vida de uma mulher de 30 anos, tudo muda.

Eu cresci ouvindo que para sermos felizes era quase que obrigatório estar com alguém. Família, amigos, parceiros amorosos, colegas de trabalho. A todo momento nós tínhamos que estar com alguém. E quando nos víamos sozinhas, era como se algo estivesse faltando.

Mas, esperem um pouco!

Isso significa que eu não me basto como própria companhia?

Bem, de certo modo era isso que eu aprendi enquanto crescia.

Tenha alguém. 

Seja o alguém de outra pessoa.

O engraçado é que conforme eu fui crescendo, fui percebendo que na grande maioria das vezes eu lidava muito bem com "estar sozinha". A minha companhia me bastava. E percebi isso aos vinte e três anos de idade quando, após receber meu primeiro salário como estagiária de um escritório de arquitetura, decidi que iria almoçar e ir ao cinema; sozinha.

Não vou mentir para vocês, caras leitoras, pois foi uma experiência assustadora para uma jovem adulta na casa dos vinte anos. Parecia que todos estava olhando e pensando: "tadinha, não tem companhia" ou talvez "coitadinha".

Foi estranho, mas no final do dia me dei conta de que tinha sido uma daquelas experiências que eu sabia que ficaria na memória. Como a sua primeira viagem sozinha, mas isso é assunto para outro post.

Hoje em dia, fazer atividades sozinhas, ou melhor dizendo, na minha própria companhia tornou-se algo primordial para mim. Não entendam errado, por favor. Eu amo estar com a minha família, sair com as minhas amigas, passar um tempo ao lado daqueles que eu amo e julgo serem importantes para mim, mas valorizo na mesma intensidade o tempo que eu passo comigo mesma.

Lendo um livro, caminhadas ao ar livre, conhecer cafeterias novas, iniciar um novo hobby. 

A solitude não é uma inimiga. Compreender isso faz toda a diferença nessa fase da nossa vida em que nos sentir sozinhas é mais comum do que pensávamos. Enxergar valor nesse momento é ótimo para organizar pensamentos ou simplesmente não pensar em nada e curtir a vida; que convenhamos, é linda em níveis inimagináveis.

E sejam bem-vindas a esse blog onde provavelmente ninguém irá ler, mas que escreverei como uma forma de diário pessoal.

Então senta, pega um chá! 


 

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